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União Brasil mostra divergências entre Câmara e Senado em relação ao governo Lula

Soraya Thronicke (MS) e outros senadores que, em algum momento, alinharam-se ao bolsonarismo, parecem ter diminuído a pressão sobre Lula e o PT.
As divergências entre posições de integrantes da Câmara e o Senado do partido União Brasil em relação ao governo de Lula. Enquanto os deputados se mostram obstáculos e críticos, os senadores mantêm relações mais amigáveis, recebendo benefícios como cargos e emendas orçamentárias.

Enquanto oposição endurece na Câmara, senadores do partido mantêm relações mais amigáveis com o governo.

A diferença na postura do partido União Brasil em relação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem ficado cada vez mais evidente entre os membros na Câmara e no Senado. De acordo com uma reportagem do jornal O Globo, assinada pelo repórter Lauriberto Pompeu, enquanto os deputados do partido mostram um alinhamento frágil com o governo, a maioria dos senadores evita confrontos diretos com o presidente.

Dos nove senadores do partido, apenas três – Sergio Moro (PR), Alan Rick (AC) e Marcio Bittar (AC) – são considerados genuinamente de oposição. Os demais, incluindo aqueles que já foram bolsonaristas, têm mantido uma relação cordial com o governo, que inclui o recebimento de cargos secundários na administração e a liberação de emendas orçamentárias.

Vínculos e Independência

Senadores como Efraim Filho (PB), Professora Dorinha Seabra (TO), Rodrigo Cunha (AL) e Soraya Thronicke (MS) que, em algum momento, alinharam-se ao bolsonarismo, parecem ter diminuído a pressão sobre Lula e o PT. Filho, Cunha e Thronicke se autodenominam independentes. Thronicke, por exemplo, após romper com o ex-presidente Jair Bolsonaro, vem se aproximando do governo Lula e participando de reuniões com ministros.

Acenos do Governo

O governo Lula tem se esforçado para construir boas relações com os senadores do União Brasil através de emendas parlamentares. Um exemplo disso foi quando o governo comprometeu R$ 712 milhões em emendas de uma vez só, o senador Jayme Campos (União-MT) apareceu como o terceiro mais beneficiado, recebendo R$ 16,8 milhões. Nenhum deputado do partido figurou entre os dez primeiros com as maiores quantias.

Questionado, Campos afirmou que a liberação das emendas não tem relação com seu apoio ao governo, lembrando que as emendas são uma obrigação constitucional, embora o governo possa controlar o ritmo de sua liberação.

Situação Divergente na Câmara

Em contraste com a posição mais amena adotada pelos senadores do União Brasil, na Câmara, o partido tem sido um obstáculo para o governo. Por exemplo, na votação da urgência do projeto do novo marco fiscal, o União Brasil deu maioria para aprovar a iniciativa, mas com um índice menor do que os partidos PP e Republicanos, que não têm ministérios. Alguns deputados do União Brasil, como Mendonça Filho (PE) e Kim Kataguiri (SP), chegaram a apresentar um projeto alternativo.

O líder da bancada na Câmara, Elmar Nascimento (BA), tem sido um crítico constante do governo. Ele tem reclamado do ritmo de liberação de emendas, apesar de sua influência na Codevasf, e se sentiu preterido quando seu nome foi vetado pelo PT para o comando do Ministério da Integração Nacional.

Com essa divergência de posturas entre a Câmara e o Senado dentro do mesmo partido, o União Brasil retrata a complexidade das relações políticas com o atual governo de Lula. Ainda assim, a situação pode sofrer alterações conforme as negociações políticas avancem no Congresso.

Com Informação do Jornal O GLOBO

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