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Saúde

Variante brasileira do novo coronavírus mata mais jovens, dizem pesquisadores

Estudo analisou informações de 553.518 pacientes infectados pelo novo coronavírus entre setembro de 2020 e março de 2021 no estado do Paraná. Do total, 8.853 vieram a óbito.

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Variante brasileira do coronavírus é mais letal entre jovens, aponta estudo
Variante P1 dobra a letalidade entre jovens adultos de 30 a 30 anos

O Brasil está sofrendo um “surto mortal” dentro da pandemia de Covid-19 com um aumento significativo no número de novos casos e mortes pela doença. Pesquisadores atribuem o aumento da letalidade à variante brasileira do novo coronavírus, conhecida cientificamente como P.1. (B.1.1.28.1). O estudo foi realizado com pacientes do Paraná.

O risco de morte em adultos jovens e de meia-idade no Brasil após contrair COVID-19 aumentou, alertam os pesquisadores. O estudo , publicado no site medRxiv em 2 de abril, ainda sem revisão por outros cientistas. 

Segundo os dados, a proporção de pacientes que morreram após contraírem a Covid-19 era estável entre os meses de setembro de 2020 e janeiro de 2021. Entretanto, a partir de fevereiro deste ano, as taxas de mortalidade aumentaram para quase todos os grupos com mais de 20 anos.

“Indivíduos entre 20 e 29 anos de idade cujo diagnóstico foi feito em fevereiro de 2021 tiveram um risco três vezes maior de morte em comparação com aqueles diagnosticados em janeiro de 2021”

Trecho do estudo publicado no site MEDRXIV

De janeiro a fevereiro, o risco de morte triplicou entre os pacientes com COVID-19 com idades entre 20 e 29 anos e passou de 0,04 para 0,13%. O risco de óbito dobrou entre os pacientes com idades de 30 e 39 anos, 40 a 49 anos e 50 a 59 anos, aponta o estudo. 

“Juntos, esses resultados preliminares sugerem aumentos significativos nas taxas de letalidade em adultos jovens e de meia-idade após a identificação de uma nova cepa SARS-CoV-2 circulando no Brasil, e isso deve soar alarmes para a saúde pública.”, alerta o estudo.

Dados do governo mostram que no mês passado, mais de 2.030 brasileiros entre 30 e 39 anos morreram de COVID-19. Isso é quase o dobro do número registrado em janeiro. Daqueles na casa dos 40 anos, houve aproximadamente 4.150 mortes em março, em comparação com 1.823 mortes em janeiro. Para aqueles com idade entre 20 e 29, as fatalidades aumentaram de 242 para 505.

A cepa P.1 apresenta mutações associadas a maior infectividade viral e maior resistência a anticorpos – embora os especialistas alertem que mais estudos são necessários para verificar a “adequação” do vírus mutante.

As Informações do THE EPOCH TIMES contribuiram com esta reportagem
Redação: Fábio Sérvio


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Saúde

Variante de Manaus é 2 vezes mais contagiosa e aumenta a carga viral nas células

Estudos mostram que evolução do coronavírus no Brasil fortaleceu o vírus

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variante de manaus é 2x mais transmissível
Variante de Manaus é 2 vezes mais contagiosa e aumenta a carga viral nas células

Pesquisadores brasileiros realizaram dois novos estudos sobre a variante de Manaus do coronavírus e descobriram evidências que a cepa P.1, como foi denominada, é até 2,2 vezes mais contagiosa e aumenta em dez vezes a quantidade de vírus nas células do doente. A variação do coronavírus originada no Brasil 61% mais chance de fugir da imunidade adqurida por uma infecção anterior.

A linhagem já foi identificada em 17 Estados brasileiros

O estudo da Fiocruz da variante de Manaus

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Amazônia analisaram o material genético de 250 amostras do Sars-CoV-2 (novo coronavírus) de pacientes infectados no Estado do Amazonas entre março de 2020 e janeiro de 2021 e identificaram o aumento da carga viral. O estudo foi publicado na sexta-feira, 26, no site Research Square.

Os cientistas confirmaram que a primeira onda da pandemia no Amazonas teve predominância das linhagens B.1.195 E B.1.1.28, esta última permaneceu como a principal cepa no Brasil durante quase todo o ano de 2020. Na segunda onda, observada a partir de dezembro, houve o surgimento da P.1, que rapidamente tornou-se predominante em Manaus e passou a ser associada ao aumento dos casos de Covid-19 em janeiro.  

Quando compararam as amostras da cepa P.1 com todas as demais cepas do novo coronavírus, os pesquisadores encontraram uma carga viral dez vezes maior entre as infecções pela nova variante de Manaus, especialmente em pessoas de 18 a 59 anos e em mulheres idosas, mas não houve diferença significativa de carga viral em homens com mais de 60 anos. De acordo com os estudos, isso pode estar relacionado ao fato de a carga viral em idosos do sexo masculino já ser mais alta mesmo em infecções pelas cepas anteriores.

“A comparação dos pacientes mostra claramente que a infecção por P.1 gera maior carga viral em adultos. Em idosos, a significância foi pequena ou nenhuma. Talvez porque nossa amostragem era menor nesse grupo ou porque esses indivíduos são igualmente vulneráveis a todas linhagens”

Tiago Gräf, um dos autores do estudo, em sua conta no Twitter.

Cepa mais agressiva

Os estudos não são conclusivos quanto ao fato do aumento de carga viral poder tornar a Covid-19 em adultos mais agressiva, mas é certo que o aumento da quantidade de vírus nas células de doentes contribui para que essa cepa seja seja mais contagiosa.

Variante de Manaus é até 2,2 vezes mais contagiosa

O outro estudo, feito pelo Centro Brasil-Reino Unido de Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (grupo Cadde), do qual a USP faz parte, utilizou dados genômicos e epidemiológicos para analisar as características da P.1.

Os pesquisadores deste estudo aplicaram um modelo matemático e verificaram que a nova variante de Manus é de 1,4 a 2,2 vezes mais contagiosa do que as anteriores. Ela ainda aumenta entre 25% a 61% a chance do vírus escapar da imunidade criada a partir de uma contaminação anterior por outra cepa. 

Os autores dos esstudos afirmam que mais dados são necessários para definir com precisão o quanto a nova variante é mais transmissível ou mais propensa a provocar reinfecções. O imacto da P.1 sobre o i a eficácia das vacinas ainda não foi estudado e por isso os cientistas defenderam mais pesquisas sobre o tema sejam feitas com urgência.

Para a Fiocruz, diminuição do isolamento causou variação mais agressiva

O artigo da Fiocruz Amazônia ressalta que o afrouxamento dessas medidas foi um dos principais responsáveis pelo surgimento da nova cepa e alerta para o risco de novas variantes surgirem.

“A falta de distanciamento social eficiente e outras medidas de mitigação provavelmente aceleraram a transmissão precoce da P.1, enquanto a alta transmissibilidade desta variante alimentou ainda mais o rápido aumento de casos de SARS-CoV-2 e hospitalizações observados em Manaus após seu surgimento”

Trecho do artigo publicado por pesquisadores da fiocruz amazônia

Uma hipótese levantada pelos cientistas é que a P.1 (Variante de Manaus) surgiu pela pressão evolutiva do vírus querer continuar se disseminando mesmo em uma população onde havia um alto número de pessoas com anticorpos, como era do caso de Manaus.

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