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Política

Inquérito das fake news: PF encontrou informações que podem reforçar acusações

Dados são mantidos em sigilo e aguardam decisão para compartilhamento com TSE

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chapa bolsonaro e mourao

O inquérito das fake news que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) ganhou força com a apuração tocada pela Polícia Federal. Segundo informações, a PF encontrou dados que podem vincular o esquema de disparo em massa de fake news pelo WhatsApp nas eleições de 2018 com a investigação em tramitação na corte sobre um suposto esquema de aliados do presidente para disseminar notícias falsas e deferir ataques contra instituições brasileiras, inclusindo o próprio Supremo.

Os novos dados reforçariam as ações contra a chapa de Jair Bolsonaro (sem partido) e Hamilton Mourão (PRTB) em curso no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As informações obtidas até agora estão sob siliglo. Segundo matéria da Folha de São Paulo, na avaliação de ministros do TSE, não há pressa para julgar as ações naquela corte porque o material tem o potencial de conter Bolsonaro em uma eventual ofensiva contra a democracia.

Não há clima para cassar Bolsonaro

Na avaliação das autoridades, atualmente, não existe clima na sociedade para cassar Bolsonaro. O presidente tem sofrido uma queda de popularidade mas ainda mantém um terço da população brasileira em seu apoio.

Segundo a folha, magistrados e investigadores que acompanham as investigações contra fake news em andamento no Supremo afirmam que existem elementos quer reforçam substancialmente a acusação de que integrantes da campanha do presidente em 2018 sabiam do esquema de propagação de notícias falsas naquela eleição.

PT pediu compartilhamento das informações com o TSE

Após Supremo Tribunal Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, desencadear a operação contra aliados de Bolsonaro em maio de 2020 passado, o PT, o autor das ações eleitorais contra a chapa Bolsonaro-Mourão, solicitou o compartilhamento de provas do inquérito do STF com o TSE, mas os processos estão parados aguardando a autorização do pedido.

O relator do caso ministro Og Fernandes admitiu compartilhar as provas, mas decidiu primeiro consultar o ministro do STF. O minsitro Alexandre de Moraes, afirmou no processo que os dados ainda estavam sendo periciados e somente após a conclusão dos trabalhos pela Polícia Federal daria uma resposta.

Até o fim do ano passado a PF ainda não havia concluído a perícia.

Além do PT, o PDT também ingressou com ações à época do período eleitoral junto ao TSE, duas delas foram rejeitadas por falta de provas ainda no início de fevereiro deste ano. Nesses processos não houve pedido de compartilhamento de provas com o inquérito das fake news que tramita no STF.

Com informações da Folha de São Paulo
Foto: Alan Santos/PR

Política

Bolsonaro se filia ao PL e diz aos amigos do centrão: ‘eu vim do meio de vocês’

A filiação de Bolsonaro ao PL contonou com a presença de líderes do Centrão. Aos gritos de “mito” e com direito à oração de Marco Feliciano, o presidente da República se dirigiu aos colegas, citando Arthur Lira: “Eu vim do meio de vocês”.

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Jair Bolsonaro assina ficha de filiação ao lado de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, preso em 2012 no caso Mensalão
Bolsonaro mostra ficha de filiação ao lado de Valdemar Costa Neto

“Eu vim do meio de vocês”. Foi assim que o presidente Bolsonaro se referiu aos políticos que estavam presentes ao evento de sua filiação ao PL. Entre eles, o próprio presidente da sigla, Valdemar Costa Neto que em 2012 foi preso e condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 7 anos e 10 meses no mensalão, e recebeu uma multa de 1,6 milhões de reais. 

Ao presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, Bolsonaro dirigiu a palavra que selou o fim do seu discurso de anti-establishment que contribiu para sua eleição em 2018.

“Estou me sentido aqui, Arthur Lira, em casa. Eu vim do meio de vocês”.

Jair Bolsonaro, em ato de filiação ao pl

Os líderes políticos que estavam presente, na sua maioria, foram aliados ao PT, principal agremiação criticada por Jair Bolsonaro.

Bolsonaro enterra discurso da campanha 2018

O clima na filiação de Bolsonaro ao PL foi uma amostra de como será sua campanha de reeleição em 2022. Longe das pautas políticas que combatiam o Centrão e a corrupção, o discurso adotado por Bolsonaro foi pautado por um teor religioso (com oração de Marco Feliciano) e conservador.

Bolsonaro enfrentará, de um lado, Sérgio Moro com um forte discurso anti-corrupção, e do outro Lula. A diferença é que Jair Bolsonaro estará ao lado daqueles que já foram aliados do PT e estavam envolvidos com ele em escândalos de corrupção.

Restou ao Bolsonaro as pautas conservadoras e religiosas, que atrai os eleitores evangélicos, que de acordo com os dados do DataFolha de 2018, representam 30% do eleitorado brasileiro. Bolsonaro teve o dobro de votos obtidos por Haddad (PT) entre os evangélicos naquela eleição presidencial.

Ao lado dos ex-aliados do PT no Centrão, sobre ao presidente Bolsonaro o mito conservador e religioso. O que ainda não se pode prever é se isso será suficiente diante de um país onde a gasolina passa de R$ 7,00.

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Política

Lula tenta associar alta no preço da gasolina ao trabalho da Lava Jato

Ex-presidente Lula afirmou que não vai manter internacionalização de preços e que é o povo quem deve lucrar com a Petrobras

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Ex-presidente Lula tenta associar o aumento nos combustíveis à Lava Jato

O ex-presidente Lula (PT) afirmou que não vai manter a política de preços adotada pela Petrobras. Eu seu Twitter, o pré-candidato a presidente pelo Partido dos Trabalhadores afirmou “quem tem que lucrar com a Petrobras é o povo brasileiro”.

Depois da divulgação da pesquisa do Instituto Atlas Político que apontou a corrupção e a economia como os principais problemas para a maioria dos brasileiros, os pré-candidatos a presidente Lula e Sérgio Moro começaram a se manifestar nas redes sociais sobre o assunto.

Os dois, Moro e Lula, trataram dos assuntos. Sérgio Moro, pré-candidato a presidente pelo Podemos, tratou sobre corrupção, criticando o negacionismo do PT e revelando que a Lava Jato arrecadou até novembro de 2021 o montante de R$ 1,5 bilhão em multas oriundas de acordos de colaboração premiada decorrentes dos desvios ocorridos na Petrobras.

Lula tratou de economia. Falou da política de preços da Petrobras, responsabilidade fiscal e inflação. “Cerca de 50% da inflação hoje está subordinada aos preços controlados pelo governo. Portanto o governo tem muita responsabilidade pela inflação. Pelo preço da energia, do gás, da gasolina, do diesel”, afirmou o ex-presidente.

Lula critica a Lava Jato

Lula também criticou a Lava Jato. O pré-candidato petista afirmou que o objetivo da operação era “destruir a indústria naval nesse país. Destruir a indústria de óleo e gás. Olha o preço da gasolina agora…”, disse.

O discurso de Lula é uma tentativa de associar a alta dos preços do combustível ao trabalho do ex-juiz Sérgio Moro, seu adversário em 2022. Mas a afirmação não tem fundamento, como o próprio Lula afirma em um twitter posterior que a internacionalização do preço dos combustíveis é a responsável pelo aumento do custo da gasolina e gás para os brasileiros.

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Lava Jato arrecadou R$ 1,5 bilhão em multas no caso Petrobras, diz Sérgio Moro

O pré-candidato a presidente e ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, ainda ironizou no twitter o fato de os petistas negarem os desvios.

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No Twitter, Sérgio Moro ironiza PT sobre nagacionismo dos desvios ocorrinos na Petrobras
Sérgio Moro durante coletiva de imprensa | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Sérgio Moro, pré-candidato a presidente pelo Podemos e ex-juiz da Lava Jato afirmou nesta terça-feira (30) no Twitter que as multas aplicadas pela Lava Jato em 120 acordos de colaboração premiada homologados pelo STF totalizaram R$ 1,5 bilhão arrecadados só nos casos de desvios na Petrobras.

“Até o final de novembro de 2021, foram arrecadados cerca de R$ 1,5 bilhão no pagamento das multas fixadas em 120 acordos de colaboração premiada homologados pelo STF na Operação Lava Jato. São acordos relacionados aos desvios na Petrobras, aqueles que o PT diz que não ocorreram.”

Sérgio Moro, no twitter

O pré-candidato a presidente fez questão de destacar que o negacionismo do PT quanto aos casos de corrupção investigados pela Força Tarefa. “São acordos relacionados aos desvios na Petrobras, aqueles queo o PT diz que não ocorreram”.

Sérgio Moro afirmou em seu discurso de filiação ao podemos, no início de novembro, que a corrupção continua sendo um dos maiores problemas do Brasil, mas que seu programa de governo iria além e trataria de questões como economia, saúde, educação e combate à pobreza.

A fala de Moro está em consonância com a pesquisa do Atlas Político divulgada pelo jornal Valor Econômico que aponta a corrupção como o principal problema do país para 21,4% dos brasileiros

Adversários de Sérgio Moro estão contaminados pelo tema corrupção

Moro se consolidou como terceira via na corrida presidencial de 2022 nos primeiros 15 dias após sua filiação ao Podemos. Seus dois principais adversários, o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro, que está de mala pronta para o PL, de Valdemar da Costa Neto, estão contaminados pelo tema corrupção.

Recai sobre Lula toda a questão da Lava Jato, cujas investigações apontaram para desvios de recursos, como os da Petrobras, relatado no Twitter de Sérgio Moro. Já Bolsonaro se aliou a políticos e partidos investigados ou envolvidos diretamente nos esquemas de corrupção apontados pela Força Tarefa da Lava Jato.

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